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GRUPO DA FAMILIA

Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:
1)
“Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos.Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus”
2)
“Não tenho mais nenhuma esperança no futuro de nosso país se a juventude de hoje tomar o poder de amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível”.
3)
“Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe”.
4)
“Essa juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura”.
Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a origem delas:
A primeira é de Sócrates (470-399 a.C )
A segunda é de Hesíodo
(720 a.C )
A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C
E a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilônia e tem mais de 4000 anos de existência.
A decisão é sua
Conclusão: Embora estejam absolutamente adequadas aos jovens dos dias de hoje, vemos que nada mudou desde então.
O que fazer para mudar esta realidade?
Ela pode ser mudada, ou devemos nos conformar e aceita-la para sempre?.
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DEUS ACREDITA EM VOÇÊ ?
— Você acredita em Deus?
— Respondo como Henry Miller: o problema não é se eu acredito em Deus, mas se Deus acredita em mim.
A realidade de Deus é para mim uma evidência invencível, na medida em que Deus se identifica com a infinitude metafísica que é o fundamento de toda realidade possível. As pessoas hoje em dia têm alguma dificuldade de compreender isso porque se deixaram enganar por falsas lógicas (como a de Georg Cantor, por exemplo) e acabaram por perder todo sentido da infinitude metafísica.
A resposta de Miller significa que nossa vida é uma história escrita tanto por Deus quanto por nós mesmos, e que no enredo você corre o risco de escolher o papel de farsante, de mentiroso, de vigarista. É importante ter idéias verdadeiras, mas isso não é tudo. É preciso também viver no verdadeiro, isto é, não fingir que você sabe o que não sabe, nem que não sabe aquilo que sabe perfeitamente bem. Se você não é fiel a essas duas exigências, sua vida é uma mentira e o conteúdo pretensamente verdadeiro de seus pensamentos não é senão uma parte da farsa total - aquela parcela de verdade de que a mentira precisa para se tornar mais verossímil. Aí Deus não pode acreditar em você, porque, no fundo, você não existe.
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Católicos e anglicanos chegam a acordo sobre Maria
Católicos e anglicanos chegaram a um acordo sobre como deve
ser entendida a figura da Virgem Maria. Essa posição comum foi
divulgada num documento publicado nesta quinta-feira em
Londres, pondo fim a cinco séculos de divergência sobre esse
assunto entre as duas religiões.
"O documento afirma que 'Maria : graça e esperança no Cristo'
representa uma nova etapa no caminho da unidade", declarou o
teólogo anglicano, Nicholas Sagorsky, numa apresentação na
Abadia de Westminster.
"Este documento servirá de referência para os cristãos da
atual geração, mas também para as do futuro", comentou, em
nome dos católicos, Michael MacMahon, bispo de Nottingham, no
centro da Inglaterra.
A reconciliação foi celebrada com alegria e garrafas de vinho
na sala Jerusalém, recoberta de tapeçarias e lambris, da
abadia onde estão enterrados reis e rainhas britânicos.
Essa nova etapa do ecumenismo, tão caro ao Papa João Paulo II,
que também cultuava a Virgem, é uma boa notícia para seu
sucessor Bento XVI, que colocou entre suas prioridades o
diálogo entre as religiões e a unidade dos cristãos.
O culto à Virgem Maria foi um dos pontos de divergência entre
Roma e a Igreja anglicana, criada no século XVI pelo rei
inglês Henri VIII. Esse monarca rejeitou a autoridade do papa,
que se recusava a anular o casamento com sua primeira mulher,
Catarina de Aragon.
Freqüentemente confundido com a concepção de Jesus, o dogma
católico da Imaculada Concepção, proclamado em 1854 por Pio
IX, afirma que Maria foi preservada do pecado original da
concepção. O dogma da Assunção de Nossa Senhora, proclamado
por Pio XII em 1950, afirma que, ao fim de sua vida terrestre,
Maria subiu ao céu, de corpo e alma.
Segundo os anglicanos, esses dois dogmas não estavam
suficientemente claros nos textos bíblicos. Eles sempre
criticaram o fato de os católicos terem uma devoção exagerada
a Maria, considerada quase como uma deusa.
Em 1970, foi formada uma comissão com teólogos das duas
religiões com o fim de aproximar anglicanos e católicos. Desde
1999, essa comissão se debruça sobre a questão da Virgem e
agora chegou a um consenso.
Os dogmas da Imaculada Concepção e da Assunção de Maria estão
"em concordância" com as interpretações anglicanas da Bíblia,
segundo o documento da Comissão internacional anglicana e
católico-romana, publicado inicialmente na segunda-feira em
Seattle, nos Estados Unidos.
A "Declaração de Seattle" pretende ser um texto de reflexão e
ainda terá de ser avaliado pelo Vaticano e pelas autoridades
anglicanas. "A questão de Maria foi um tema de divergência no
passado. Nós tentamos encontrar uma nova perspectiva",
explicou o teólogo Sagovsky, que se disse confiante de que o
"novo papa Bento XVI será receptivo ao que nós tentamos
fazer".
"Não tentamos nos convencer mutuamente, mas cooperar e chegar
a uma interpretação comum", explicou Mgr MacMahon.
Ainda restam, no entanto, vários pontos de divergência entre
anglicanos e católicos, especialmente em relação à supremacia
do papa e à ordenação de mulheres. Desde 1992, a ordenação de
mulheres é permitida entre os anglicanos. Já o tema
potencialmente explosivo da ordenação de padres homossexuais
causa divisões na própria comunidade anglicana e, por isso,
não deverá ser discutido tão cedo.
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