Conto
Conta, uma lenda popular do Oriente próximo, que um jovem chegou a beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho perguntou-lhe:
-Que tipo de pessoas vivem neste lugar?
-Que tipo de pessoas vivem no lugar de onde você veio? Perguntou por sua vez o
ancião.
-Um grupo de egoístas e malvados, replicou o rapaz. Estou satisfeito de ter saído de lá.
A isto o velho replicou:
-O mesmo você haverá de encontrar aqui.
No mesmo dia um jovem acercou-se do oásis para beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:
-Que pessoas vivem aqui.
O velho respondeu com a mesma pergunta:
-Que tipo de pessoas vivem no lugar de onde você veio?
O rapaz respondeu:
-Um magnífico grupo
de pessoas, honestas e hospitaleiras. Fiquei muito triste por deixa-las.
-O mesmo encontrará por aqui, respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
O velho respondeu:
-Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares de onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também encontrará aqui.
Ouvindo este conto percebemos que a nossa vida conjugal, familiar também ocorre o mesmo. A nossa disposição em ver nos outros o melhor que eles possuem, abre-nos para relacionamentos afetuosos e amorosos. Mas se, pelo contrário, queremos sempre ver o lado pior das pessoas, ficamos freqüentemente ressentidos e magoados achando que a mudança deve vir do outro e não de nós mesmos. O Evangelho nos propõe a fórmula: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Se Cristo, que era perfeição em homem e em Deus, nos amou total e incondicionalmente, nós, que somos imperfeito, devemos, pelo menos, tentar amar os nossos irmãos, levando em conta aquilo, que melhor eles têm. Perceberemos que, uma parte muito grande de Jesus vivem em cada um de nós e poderemos assim dizer que vivemos em uma magnífica comunidade de amor e ajuda mútua. Mas isso se realizará, se cada um der o primeiro passo em direção ao outro.
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Ame a Vida!
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Exemplo de Humildade
Cristãos unidos
Telefonema misterioso
Saúde
Superbactéria
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SER CASAL:CASADO
“Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma auxiliar que lhe corresponda”
( Gn 2,18). Alguém traduz a expressão “auxiliar que lhe corresponda” por “aquela que lhe está faltando”. De fato está na natureza do homem e na natureza da mulher, o sentido de “relação”, de complementaridade, que no casamento se expressa na união entre homem e mulher. Mesmo assim, é um mistério, por que o ser humano é um mistério, cheio de tantas riquezas que vão sendo descobertas ao longo da vida, se a motivação desta união for o amor,amor este que vem de Deus, da carne e da alma. Se, ao contrário esta união desmorona é porque não é suficiente a mera paixão, a vontade de suprir carências, o desejo de fuga.
Não conseguimos definir o amor e enquadra-lo dentro de palavras. O amor é encantamento, é doação e posse, é privilégio. Amor não é tanto olhar um nos olhos do outro, mas olhar junto para a mesma direção, o mesmo ideal, o mesmo projeto de vida. Justamente “projeto de vida a dois”, porque o casal casado
tem uma vocação de amor que se desdobra na vida a dois, na determinação de ser pai e mãe e na construção de sua fisionomia espiritual.
Tudo na vida precisa ser projetado. Está escrito no Evangelho:
“Quem de vós, ao construir uma torre, não senta primeiro e calcula os gastos para ver se tem como terminar?”
(Lc 14,28). Jesus alerta para a consciência da missão a ser realizada, do projeto a ser percorrido. Quem projeta, estuda, arma estratégias, busca meios e delineia os passos do projeto.
O projeto conjugal começa com a decisão de formar uma comunidade de vida: colocar suas vidas em comum, sua interioridade, as energias mais profundas da pessoa, ter uma direção comum, viver a ajuda mútua, sem aviltar o outro, sem nivelamentos e uniformidades, conjugar dons para uma comunhão de vidas, dentro da diversidade das pessoas.
O projeto conjugal inclui o projeto dos filhos e a educação deles. O pontifício conselho para a família realizou em Roma, um congresso teológico que teve como tema: “Os filhos, primavera da igreja e da sociedade.” Neste congresso foi lembrado mais uma vez, que o casal deve ter filhos e educá0los conforme o compromisso assumido no dia do casamento na igreja. O projeto da aceitação e a acolhida dos filhos se faz com responsabilidade mútua. O casal deve descobrir o modo de fazer com que eles se despertem para a vida, seja educados, possam constituir-se em cidadãos do mundo, a pleno direito. O casal procurará mostrar por gestos e atitudes a beleza da vida cristã: Os pais são os primeiros catequistas de seus filhos.
A espiritualidade conjugal é parte integrante do projeto conjugal, ela consiste numa vivência da fé, em todas as suas dimensões. Não se tratar somente de algumas praticas comuns realizadas a dois, mas de todo um empenho de fazer com que a fé penetre na vida dos dois e da família. Somos todos chamados a santidade, nos lembrou o nosso querido Papa João Paulo II, no documento “Tertio Millennium Ineunte”. Nos casais casados não somos mais solteiros, mas casados, comprometidos um para outro, num projeto comum, aqui está a realização e felicidade do nosso casamento. A nossa felicidade é o fruto desta troca de doação, de amor. É necessário comprometermos pela nossa felicidade só assim seremos sinal do amor de Deus, que é Amor, que entrega total .
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